O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme dados do IBGE. O desempenho, que colocou o país entre as seis maiores altas globais, foi liderado pelo agronegócio, que avançou 2%, superando expectativas de mercado em cenário de juros elevados.
O crescimento econômico foi impulsionado pelo setor agropecuário, que registrou alta de 2%. A indústria cresceu 1% e o setor de serviços teve avanço de 0,5%. Especialistas, contudo, apontam fragilidades no modelo atual. Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, declarou que o crescimento baseado apenas na exportação de commodities não é sustentável a longo prazo, defendendo a necessidade de avanço na industrialização.
Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, complementou que o baixo nível de investimento no país compromete o crescimento futuro. Ela explicou que o PIB brasileiro está muito concentrado, e o aumento da dívida pública, em meio a juros altos, agrava o quadro. Segundo ela, a falta de investimento reduz o PIB potencial do país.
Thiago Godoy, apresentador de análise econômica, destacou que o Brasil precisa avançar em inovação e tecnologia para transformar o crescimento econômico em ganho estrutural. Ele afirmou que, apesar dos processos de industrialização passados, o país ainda está defasado no desenvolvimento de tecnologia de ponta.


