Piracicaba enfrenta déficit no serviço de “Família acolhedora” para crianças e adolescentes afastados de seus lares. A cidade possui sete famílias cadastradas, mas necessita de pelo menos oito voluntários para atender a demanda do município, que é acompanhada por equipes de assistentes sociais e psicólogos.
O serviço “Família acolhedora” é uma medida de proteção excepcional para crianças e adolescentes que precisam ser afastados temporariamente de suas famílias de origem, com prazo máximo de dezoito meses. O objetivo é evitar que esses menores permaneçam em abrigos tradicionais durante o período de afastamento. Especialistas locais explicam que o acompanhamento envolve a família de origem, a família acolhedora e a criança.
Segundo um psicólogo da iniciativa, o trabalho inclui a reabilitação da família de origem para que ela possa buscar a guarda da criança, além de orientações e visitas domiciliares à família acolhedora. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento apontam que cerca de 30 mil crianças e adolescentes estão em serviços de acolhida provisório, sendo a maioria em instituições.
Para participar do programa, é exigido que o voluntário tenha mais de vinte e um anos e resida em Piracicaba, além de oferecer um ambiente saudável. A equipe de apoio oferece capacitação e suporte técnico aos voluntários. Um dos participantes declarou que a experiência é “muito transformadora”, enfatizando que o acolhimento proporciona à criança rotina familiar e afeto integral, diferente do ambiente institucional.

