O PIX, sistema de pagamentos instantâneos público do Brasil, difere do Zelle, iniciativa privada dos Estados Unidos, em sua estrutura e funcionamento. Enquanto o PIX é regulado pelo Banco Central do Brasil, o Zelle é uma ferramenta de bancos americanos. A comparação ganhou destaque após declarações sobre os modelos financeiros dos dois países.
O PIX, lançado em 2020 pelo Banco Central do Brasil (BC), é um sistema público que abrange diversas transações. Além de transferências entre pessoas, ele permite pagamentos em estabelecimentos comerciais, transações entre empresas e recolhimento de receitas públicas. O BC também é responsável pela infraestrutura e regulação do sistema, e o PIX é gratuito para pessoas físicas.
Em contraste, o Zelle, lançado em 2017, é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos. Ele foi criado pela Early Warning Services, empresa controlada por grandes instituições financeiras americanas. Embora ambos os sistemas operem nacionalmente, o PIX possui maior integração, funcionando em qualquer instituição autorizada pelo BC, enquanto o Zelle é restrito aos participantes do sistema.
No quesito segurança, o PIX conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para auxiliar vítimas de fraude, embora o BC afirme que o ressarcimento não é garantido. O Zelle permite o cancelamento de pagamentos apenas se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma. O tempo de disponibilidade do valor também varia, sendo o PIX instantâneo, enquanto o Zelle pode levar alguns minutos.


