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Economia

Pix e Zelle: Sistemas de Pagamento Apresentam Diferenças Estruturais

Carla Fernandes
Última atualização: 5 de junho de 2026 01:26
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro sugeriu incluir o Pix em negociações comerciais com os Estados Unidos, propondo que o Brasil pudesse adotar o sistema Zelle ou flexibilizar o Pix. A proposta surge em meio a uma investigação do Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) que propôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

A sugestão de adaptação do Pix ao Zelle ocorre após o USTR concluir uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras. O órgão americano propôs a tarifa adicional de 25% sobre importações, alegando que o Brasil prejudica empresas americanas em serviços de pagamento eletrônico. Contudo, especialistas apontam que os dois sistemas possuem propósitos e estruturas distintas.

Enquanto o Pix é uma política pública de inclusão financeira, operada pelo Banco Central (BC) e obrigatória para instituições, o Zelle funciona por um consórcio privado de bancos nos EUA. O sistema americano utiliza software proprietário e não é sempre gratuito. Além disso, o Pix possui mecanismos de proteção contra fraudes, como o Mecanismo Especial de Devolução, que não são tão robustos no Zelle.

Em termos de uso e volume, os sistemas divergem. O Pix substituiu o dinheiro físico e o cartão de débito no Brasil, movimentando cerca de R$ 96,7 bilhões por dia, com 216 milhões de transações diárias. O Zelle, por sua vez, é usado majoritariamente para transferências entre amigos e familiares, girando aproximadamente US$ 3,4 bilhões diários, segundo dados de instituições de pesquisa.

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