O sistema de pagamentos instantâneos Pix, desenvolvido no Brasil, gera preocupações internacionais sobre sua expansão global e potencial como moeda alternativa ao dólar. A investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) reproduziu reclamações de bandeiras de cartões de crédito, que questionam a atuação do Banco Central.
As críticas americanas apontam dois pontos principais: o conflito de interesses gerado pelo Banco Central atuar como regulador e operador do meio de pagamento, e a dificuldade de outros sistemas competirem com o custo zero oferecido pelo sistema. Contudo, especialistas afirmam que as queixas não se sustentam, visto que o Pix é um sistema aberto, acessível a qualquer empresa, inclusive as americanas.
O Pix não é uma invenção brasileira. Outros países possuem sistemas similares, como o UPI na Índia, o Faster Payments no Reino Unido e o PayNow em Cingapura. O próprio mercado americano possui serviços como o Zelle, que também enfrenta resistência das bandeiras de cartão.
O sistema brasileiro evoluiu de compensações lentas para a agilidade do Pix, lançado em 2020, com o objetivo de aumentar a concorrência e a inclusão financeira. Em outubro, o sistema transacionou mais de R$ 3 trilhões, o equivalente a três PIBs mensais, e mais de 170 milhões de brasileiros já utilizaram o serviço.


