O sistema Pix, ferramenta de pagamentos instantâneos do Brasil, está no centro de um debate nacional após o governo dos Estados Unidos concluir uma investigação comercial contra o país. O relatório americano alegou que o Brasil prejudica empresas concorrentes ao favorecer o sistema nacional. O Pix foi desenvolvido por técnicos do Banco Central, com marcos importantes a partir de 2014.
A investigação comercial dos Estados Unidos, finalizada na segunda-feira (1º), apontou que o Brasil prejudica empresas americanas que atuam em serviços de pagamento eletrônico. O documento afirmou que o país favorece o Pix, seu “campeão nacional”. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou em Goiás que “O Pix é do Brasil”, criticando a atitude do presidente americano.
O Pix é um sistema criado por técnicos do Banco Central que permite transferências em segundos, sendo utilizado por mais de 170 milhões de pessoas físicas, o que representa 80% da população brasileira. O desenvolvimento do sistema teve início em 2014, com a primeira manifestação sobre pagamentos em tempo real, durante o governo de Dilma Rousseff. O desenvolvimento formal pelo Banco Central começou em maio de 2018, no governo de Michel Temer.
A portaria 97.909, de maio de 2018, instituiu um grupo de trabalho com o objetivo de construir um ecossistema de pagamentos instantâneos. A infraestrutura tecnológica começou a ser desenvolvida em outubro de 2019, no governo de Bolsonaro, e a marca Pix foi lançada em fevereiro de 2020. O sistema passou a operar de forma plena em 16 de novembro.


