O Partido Liberal (PL) lidera o recebimento de emendas parlamentares no primeiro semestre de 2026, com R$ 3,10 bilhões assegurados. O Partido dos Trabalhadores (PT), governista, registra R$ 2,16 bilhões. Juntos, PL, PT, PSD e União Brasil somaram R$ 9,43 bilhões, representando 46,4% do recurso nominalmente destinado às siglas.
Os dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) mostram que o governo acelerou a liberação de emendas em abril e maio de 2026. O montante total de recursos empenhados saltou de R$ 1,05 bilhão no fim de março para R$ 29,32 bilhões até 3 de junho de 2026. O aumento ocorreu em função de votações cruciais, como a sabatina de um ministro em potencial para o Supremo Tribunal Federal.
A liberação foi facilitada pelo decreto 12.990, assinado pelo presidente em 29 de maio. A medida bloqueia R$ 23,7 bilhões em despesas discricionárias do Orçamento Federal de 2026, permitindo à Secretaria de Relações Institucionais (SRI) ampliar os valores para pagamento de emendas. Essa compensação permite ao governo manter o fluxo de recursos em um contexto de contenção fiscal.
No plano individual, parlamentares como Eduardo Braga e Giordano lideram o ranking de empenhos, com R$ 73 milhões garantidos para cada um. As emendas são classificadas em individuais, de bancada e de comissão, sendo as individuais impositivas desde 2015.

