O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o avanço de governos de direita na América do Sul tende a ampliar a influência dos Estados Unidos na região e dificultar projetos de integração. A estratégia do Planalto será reforçar relações bilaterais, priorizando agendas comuns como infraestrutura e combate ao crime.
A avaliação do Planalto indica que, embora os países de direita possam se aproximar de Washington, eles precisam manter diálogo com Brasília devido à dependência do mercado brasileiro. O governo prevê um efeito sistêmico, com mais nações orbitando a estratégia norte-americana para o continente.
Esse cenário dificultaria iniciativas de integração política, como a Celac, e inviabilizaria a retomada da Unasul. Por isso, o governo Lula focará em agendas de interesse comum, como energia, infraestrutura e resposta a desastres naturais.
Sobre a relação com a China, integrantes do governo Lula afirmam que a capacidade dos Estados Unidos de afastar países é limitada. Segundo o Planalto, Washington enfrenta dificuldades para oferecer alternativas econômicas que substituam a relação comercial com Pequim.

