O plano de saúde Alice iniciou uma transformação operacional utilizando inteligência artificial a partir de maio de 2026. A companhia passa a empregar IA para escrever código, realocando engenheiros para funções estratégicas. A iniciativa visa acelerar o desenvolvimento de produtos e reduzir custos administrativos, mirando 2% da receita no longo prazo.
A estratégia da Alice busca aumentar a produtividade sem expansão proporcional da estrutura. Segundo André Florence, cofundador e CEO da Alice, “Reconstruir o sistema de saúde é o problema mais complexo que existe. Ele se resolve com pessoas operando melhor, em um patamar elevado. Se resolve com engenheiros que dominam novas ferramentas, operando em outra velocidade e assumindo um papel cada vez mais estratégico dentro da empresa”. A ferramenta utilizada é o Claude Code, solução de programação por IA da Anthropic.
A mudança abrange uma transformação cultural mais ampla. Em abril de 2026, a empresa declarou um novo ciclo estratégico para ampliar o uso de IA. Foi criado um programa de avaliação de proficiência, com meta de que 100% do time de negócios atinja fluência em IA até agosto de 2026. Além disso, um piloto com seis engenheiros demonstrou redução de 40% no tempo médio para resolver bugs e aumento de 20% no volume de entregas por sprint.
Florence explica que o investimento em tecnologia melhora o uso de dados para antecipar riscos. “No longo prazo, isso melhora desfechos e reduz custos assistenciais e administrativos, e é por isso que IA não é só uma decisão de engenharia. É uma decisão de modelo”. A companhia projeta atingir R$ 2 bilhões de ARR e 160 mil membros até o fim de 2027.


