Plantas carnívoras capturam presas utilizando mecanismos variados, como gotas colantes que imitam orvalhos, armadilhas de jaula ou sucção. Essas espécies, que se desenvolvem em solos com pouca fertilidade, complementam nutrientes essenciais, como nitrogênio e fósforo.
A captura de presas por essas plantas vai além de insetos. Algumas espécies conseguem capturar larvas, vermes, sapos e, acidentalmente, roedores ou pássaros. Segundo o mestrando em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre da UFMG, a síndrome carnívora é um mecanismo de sobrevivência em ambientes de solo pouco fértil. Contudo, o professor Paulo Gonella, da UFSJ, explica que a principal fonte de energia dessas plantas continua sendo a fotossíntese, realizada com a luz solar.
Existem cerca de 860 espécies conhecidas mundialmente, sendo o Brasil o segundo país com maior diversidade, com aproximadamente 130 espécies. No entanto, a conservação é um desafio, pois cerca de 193 espécies globais estão ameaçadas. No país, 28 espécies estão sob risco, e o gênero Philcoxia, exclusivo do Cerrado e Caatinga, possui 100% de suas espécies ameaçadas.
As plantas não são venenosas, e a captura é desencadeada por sinalização química relacionada à quitina, proteína presente no exoesqueleto dos insetos. A destruição de habitats para conversão agrícola e o uso de pesticidas são apontados como fatores que causam a ameaça de extinção das espécies carnívoras brasileiras.

