A polarização política no Brasil configura-se como um obstáculo ao debate público, segundo análise de Tito Guarniere. O autor afirma que a disputa se concentra na denúncia de erros do adversário, em vez de buscar caminhos comuns de avanço para a nação.
O texto critica a dinâmica política, citando o jornalista Celso Franco de Barros, que demonstrou, no caso do Banco Master, que a direita apresentou maior nível de corrupção que o governo e o PT. O autor observa que a polarização contamina o debate, fazendo com que argumentos factuais se percam na ofensa mútua e na rudeza das posições assumidas.
Guarniere explica que as soluções propostas são rejeitadas se vierem do lado oposto. Ele afirma que não há busca por um projeto maior, apenas a militância de quem se opõe. O autor aponta que ambos os lados, o lulopetismo e o bolsonarismo, priorizam o poder em detrimento de soluções duradouras.
Para superar as deficiências nacionais, o autor sugere abandonar o combate baseado em ódio e preconceito. Ele defende que é necessário buscar “uma ambição compartilhada”, pois as transformações duradouras não eliminam os conflitos, mas exigem um esforço conjunto.

