A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga agressão coletiva a uma adolescente de 17 anos ocorrida em escola de Sepetiba, no dia 17 de junho. O episódio envolveu práticas de bullying online e agressões físicas motivadas por suposta intolerância religiosa.
O incidente ocorreu dentro da sala de aula do colégio estadual Arnoldo Abruzzini da Fonseca. Relatos, divulgados pelo ex-deputado Átila Nunes, indicam que estudantes compartilharam um vídeo da jovem em um terreiro de candomblé, o que desencadeou o assédio virtual e, posteriormente, agressões físicas.
A Secretaria Estadual de Educação, gestora do colégio, emitiu nota repudiando e lamentando o ocorrido. A pasta informou que abriu sindicância para apurar o episódio, incluindo a verificação de transferências de alunas. A secretaria declarou que qualquer discriminação ou violência em ambiente escolar é inadmissível.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que, em 2024, foram registrados 786 ocorrências de preconceito de raça, cor, etnia e religião em delegacias do estado. A pasta também afirmou estar em contato com a família da vítima para prestar acolhimento.

