A polícia paraguaia prendeu um brasileiro e dois cidadãos paraguaios nesta quinta-feira (18) em Minga Guazú, suspeitos de participação em um mega-assalto a bancos e uma casa de câmbio. O crime ocorreu na madrugada de terça-feira (16) em Santa Rita, cidade a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Brasil.
A ação policial, que faz parte das investigações sobre o ataque, mobilizou mais de 20 criminosos armados e é considerado um dos maiores assaltos da história do país, segundo a imprensa paraguaia. Durante a operação em uma residência no bairro Loma III, foram apreendidos cinco coletes balísticos, uma espingarda calibre 12, cinco dispositivos tipo miguelito, balaclavas, luvas, celulares, cartões bancários e dinheiro em espécie.
Um dos detidos é um brasileiro de 23 anos, natural do Norte do Paraná, que possui antecedentes criminais no Brasil por roubos agravados e tráfico de drogas. As autoridades paraguaias consideravam a participação de brasileiros na ação porque testemunhas relataram ouvir integrantes da quadrilha falando português. O chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dure Rios, afirmou que “São pessoas que atuam no Paraguai, brasileiros junto com paraguaios para realizar esse tipo de ação. Alguns vivem no Paraguai”.
O ataque inicial, ocorrido na madrugada de terça-feira (16), envolveu a invasão de agências bancárias e uma casa de câmbio. O grupo utilizou explosivos, rendeu policiais e funcionários, e na fuga incendiou veículos e espalhou artefatos com pontas metálicas nas vias para dificultar a perseguição. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e recuperar os valores roubados, que a polícia estima serem de milhões de guaranis.

