A Polícia Civil avançou na Operação Falsa Emergência e prendeu a secretária municipal de Saúde e o superintendente de Atenção à Saúde de Palmas. A ação investiga um suposto esquema de corrupção e direcionamento de contratos que envolve a gestão de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e soma aproximadamente R$ 139 milhões.
A investigação apura indícios de direcionamento de contratação, falsidade ideológica e corrupção passiva e ativa. O centro do escândalo é a parceria firmada entre a Prefeitura de Palmas e a Organização da Sociedade Civil (OSC) Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público do Tocantins (MPTO), o processo administrativo teria sido “fabricado” para legitimar uma escolha prévia.
A prisão preventiva da secretária de Saúde ocorreu após ela ser acusada de monitorar e tentar influenciar depoimentos de subordinados à Polícia Civil. Além disso, a investigação aponta indícios de que a empresária, procurada pela polícia, teria atuado como lobista no contrato. Foi identificado que a empresária alugou um veículo de luxo, cujo custo mensal era de R$ 9,5 mil, um dia antes da dispensa de licitação.
Apesar das prisões, o contrato de terceirização permanece vigente, conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de maio de 2026. O STJ determinou que a suspensão imediata poderia causar desassistência na capital, mas o mérito da legalidade da parceria segue em tramitação na Justiça Estadual do Tocantins.


