Policiais na Venezuela cobriram corpos de vítimas dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira, dia 24 de junho, com cal. O desastre sísmico, um dos mais intensos em cem anos, deixou um balanço de 1.430 mortos e 3.238 feridos, segundo o governo venezuelano.
As imagens, divulgadas neste sábado, mostram equipes utilizando madeira, cobertores e lençóis para embalar os corpos. O uso da cal tem como objetivo desidratar os tecidos, controlar o odor e prevenir a proliferação de doenças, explicou a imprensa.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou o balanço mais recente. Além das vítimas fatais, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmou o falecimento de 6 cidadãos espanhóis, com outros 133 pessoas desaparecidas. Equipes de resgate encontraram 14 pessoas vivas sob os escombros, mas as autoridades alertam que as chances de salvamento diminuem após 48 horas do evento.
Os abalos sísmicos foram os mais fortes registrados no país nos últimos 100 anos. O evento foi sentido em pelo menos quatro capitais brasileiras, como Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá. Até o momento, 17 países e a ONU enviaram ajuda humanitária à Venezuela, que soma mais de 3.000 pessoas desabrigadas.

