A política migratória dos Estados Unidos impôs obstáculos inéditos a profissionais e delegações na Copa do Mundo 2026. Um árbitro somaliano foi barrado na imigração, e a delegação iraniana terá restrições de acesso ao território americano.
O caso do árbitro somaliano foi noticiado após a FIFA listar os nomes para o torneio. O Ministério dos Esportes somaliano informou que o profissional foi barrado na imigração dos EUA, mesmo possuindo visto válido. A FIFA declarou que não participa de processos de imigração dos países-sede, e as autoridades americanas não alteraram a situação do profissional, segundo a organização.
A situação não é isolada. Um fotógrafo de delegação iraquiana foi considerado inadmissível em Chicago por informações confidenciais, conforme o serviço de fronteiras. Outros atletas, como um meia haitiano, enfrentaram longos processos para obter o visto. A delegação iraniana, por sua vez, terá que se basear em Tijuana, no México, viajando aos EUA apenas na véspera e antevéspera dos jogos.
Representantes do Departamento de Estado afirmaram que os EUA estão preparados para receber viajantes legítimos, mas defenderão a lei americana e os padrões de segurança. Especialistas apontam que o sistema de vistos funciona como um “guardião invisível da Copa do Mundo”, decidindo quem efetivamente entra no país.

