A Polônia gerou controvérsia ao criticar a decisão do presidente ucraniano de nomear uma unidade de forças especiais com o título de Heróis do Exército Revolucionário Ucraniano (UPA). A medida, que ocorreu em maio, levou a recusas de condecorações por parte de diplomatas ucranianos, enquanto o primeiro-ministro polonês pediu calma às partes.
A decisão ucraniana, divulgada por agências de notícias, provocou reação no país vizinho. O presidente polonês, de orientação nacional-conservadora, afirmou que a Ucrânia não está mentalmente preparada para integrar a família europeia, em resposta à nomeação da unidade ligada ao UPA. O conselheiro do presidente ucraniano e o embaixador ucraniano na Polônia recusaram a Cruz Dourada polonesa devido ao conflito sobre nacionalistas.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, solicitou que as partes acalmem os ânimos. Segundo ele, a situação agrada o presidente russo, Vladimir Putin, e causa choque em aliados poloneses e ucranianos. Anteriormente, o presidente ucraniano recebeu uma honraria do então chefe de Estado polonês em 2023.
Os laços entre os dois países são complexos, pois a Polônia é um dos maiores apoiadores de Kiev desde a invasão russa em fevereiro de 2022. Contudo, as relações são afetadas por eventos históricos, como o massacre de Volhynia, ocorrido entre 1943 e 1944, no qual nacionalistas ucranianos mataram entre 50 mil e 100 mil poloneses.

