O porta-voz do governo da Argentina, Manuel Adorni, deixou a função neste sábado (27) após se envolver em um escândalo de suposto enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio. Adorni confirmou sua saída em redes sociais, sendo investigado pela Justiça Federal argentina.
Adorni, que começou no governo em 2023 como porta-voz presidencial e passou à chefia de Gabinete em novembro passado, admitiu ter ocultado 500 mil dólares (cerca de R$ 2,6 milhões) em suas declarações de bens. Ele explicou que os valores eram economias “não declaradas” provenientes de investimentos em criptomoedas realizados entre 2014 e 2018.
A confissão contradiz declarações anteriores feitas por ele ao Congresso argentino, onde afirmou que “nunca houve ocultação alguma” de seu patrimônio. As investigações também incluem denúncias sobre a compra e reforma de imóveis por centenas de milhares de dólares.
O caso ganhou novos desdobramentos, como um suposto recibo de compra de roupa de cama, mesa e banho no valor de cerca de US$ 5,6 mil (R$ 28,9 mil). A Justiça Federal argentina conduz a apuração dos fatos envolvendo o ex-funcionário.

