Uma carteira de investimentos focada em dividendos pode gerar renda suficiente para custear dois cruzeiros por ano sem que o aposentado precise vender ações. A lógica é simples: o valor anual do cruzeiro dividido pelo rendimento da carteira determina o capital necessário. Para um orçamento premium de US$ 12 mil, por exemplo, são necessários entre US$ 120 mil e US$ 343 mil, dependendo do rendimento (de 10% a 3,5%).
Empresas como Realty Income (O), que paga dividendos mensais há 670 meses consecutivos, e Johnson & Johnson (JNJ), com 64 anos de aumentos consecutivos, são exemplos de papéis que podem compor essa estratégia. A vantagem do crescimento de dividendos ao longo do tempo é destacada: um portfólio com rendimento inicial de 3,5% e crescimento anual de 7% pode gerar US$ 23,6 mil em dez anos e US$ 46,4 mil em vinte, enquanto um título de 10% sem crescimento mantém o mesmo valor nominal, perdendo poder de compra com a inflação das tarifas de cruzeiro.
Além das ações citadas, o texto menciona PepsiCo (PEP), Altria (MO) e títulos do Tesouro de 30 anos como alternativas. A recomendação é que o aposentado não adie viagens desejadas apenas para preservar o principal, pois o dinheiro não gasto não cria memórias. A ferramenta SmartAsset pode auxiliar na conexão com consultores financeiros para planejamento personalizado.

