Pré-candidatos a governador aliados de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro alternaram entre o silêncio e a defesa de seus padrinhos políticos em reações às imposições de Donald Trump ao Brasil. A postura variou entre a celebração da classificação de facções como terroristas e a crítica às novas tarifas americanas.
No campo bolsonarista, postulantes celebraram a classificação das facções brasileiras como terroristas, mas não reagiram à ameaça de novas tarifas. No lado governista, a taxação virou tema, mas a medida focada em segurança pública, assunto sensível para a esquerda, teve pouca repercussão.
Após um encontro de Flávio Bolsonaro com o presidente americano, pré-candidatos da direita celebraram a medida que conferiu status de terrorista ao Comando Vermelho e ao Primeiro Comando da Capital. O ex-juiz Sergio Moro elogiou a articulação do parlamentar, afirmando que “tivemos um acontecimento extraordinário, que foi, graças ao trabalho do Flávio Bolsonaro, a colocação do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, elogiou a articulação de Flávio nos EUA, mas mudou o tom ao comentar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Para ele, “é algo que prejudica o Brasil, o agronegócio e a indústria”. Diferentemente de Tarcísio, outros aliados, como Moro e ACM Neto, evitaram posicionamento público sobre a taxação, diferente do que fizeram no ano anterior.
Por outro lado, petistas como Fernando Haddad criticaram a postura de Flávio Bolsonaro, dizendo que o senador “foi beijar as mãos do Trump enquanto ele taxa as empresas brasileiras e ataca o Pix”. Governadores petistas, como Elmano de Freitas e Jerônimo Rodrigues, repetiram a estratégia de atacar os bolsonaristas.


