Os preços mundiais de alimentos ficaram estáveis em maio, segundo acompanhamento da FAO. O índice da agência da ONU registrou 130,8 pontos, o que representa uma queda de 0,2% em relação ao nível revisado de abril. A estabilidade ocorreu porque aumentos em cereais e açúcar foram compensados por quedas em óleos vegetais e laticínios.
Entre as maiores altas do mês, os preços dos cereais subiram 2,9 pontos (2,6%) em relação a abril. O trigo teve alta pelo quarto mês consecutivo, impulsionado por safras menores previstas nos Estados Unidos. O milho também registrou alta devido à menor oferta no Brasil e nos EUA, somada ao aumento da demanda. O açúcar subiu 6,6 pontos (7,5%) em relação a abril, refletindo preocupações com a oferta global, conforme a FAO.
Em contrapartida, os óleos vegetais caíram 9,0 pontos (4,6%) em relação a abril, marcando o primeiro declínio mensal desde o início de 2026. Os preços internacionais do óleo de palma recuaram, refletindo expectativas de menor demanda global. Os lácteos registraram queda de 0,5 ponto (0,5%) em relação a abril, enquanto a manteiga continuou a cair devido à melhoria na oferta de gordura do leite.
As carnes apresentaram alta modesta de 0,1% em relação a abril. A FAO explicou que a demanda chinesa sustenta as cotações da carne bovina, enquanto a carne suína caiu devido à oferta abundante na União Europeia.


