A Prefeitura de São Paulo abriu consulta pública para conceder a Praça Roosevelt, no Centro da capital, à iniciativa privada. A proposta prevê reformas e ampliação de áreas verdes, mas gera preocupação entre frequentadores que temem restrições de acesso e aumento de preços. A concessão terá prazo de 20 anos.
O projeto, que visa melhorar a ligação da praça com o Parque Augusta, prevê intervenções como a reforma do pergolado, recuperação de dois quiosques e ampliação do cachorródromo. Segundo a prefeitura, o acesso ao espaço permanecerá livre e gratuito, e as regras proíbem o fechamento total da área para eventos.
A estimativa municipal indica que a concessão movimentará cerca de R$ 55,8 milhões ao longo da vigência do contrato. O edital exige que a empresa vencedora pague um valor mínimo de R$ 2,96 milhões para assumir a gestão, além de compartilhar receitas com o município.
Analistas expressam receio de que o foco privado seja o lucro. Um analista de sistemas afirmou que a iniciativa privada pode querer lucrar com o trânsito do local, citando o Vale do Anhangabaú como exemplo. Outros questionam a acessibilidade dos serviços, comparando com preços cobrados em parques como o Ibirapuera.
O arquiteto e urbanista Ciro Pirondi comentou que a concessão pode ser positiva se preservar o caráter público da praça, defendendo que os interesses privados devem encontrar harmonia com o espaço público.


