O presidente contestou a decisão do governo de colocar o primeiro-ministro à frente da delegação na próxima cúpula da OTAN, em Ankara. O líder do Estado afirmou que a escolha contraria uma determinação do Supremo Tribunal, que pedia ao gabinete que não impusesse barreiras à participação presidencial.
O governo anunciou em coletiva de imprensa na segunda-feira que o primeiro-ministro lideraria a delegação no cume da OTAN em Ankara. Contudo, o presidente declarou que essa decisão está em desacordo com uma deliberação do Supremo Tribunal. Segundo o presidente, o órgão judicial havia determinado que o gabinete se abstenha de realizar negociações que dificultassem ou impedissem a presença do presidente e de sua comitiva.
Enquanto o Supremo Tribunal não emite um veredito definitivo, o gabinete deve seguir os costumes anteriores, conforme o presidente explicou. Ele afirmou que, assim, o presidente, como chefe de Estado, teria a chance de representar a República na posição de líder da delegação nacional, tanto em jantares informais quanto nas reuniões da Aliança do Atlântico Norte.
O presidente também propôs uma solução de compromisso: o primeiro-ministro escolheria um dos dois encontros de chefes de estado na cúpula, e o presidente participaria do outro. O líder do Estado pediu diálogo com o primeiro-ministro para preservar a representação digna do país no evento.


