O presidente da Fifa percorreu mais de 50 mil quilômetros em um jato particular durante a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A investigação aponta que o dirigente realizou 27 voos entre o início da competição e 27 de junho, totalizando pelo menos 50.122 quilômetros. O deslocamento contrasta com o discurso de sustentabilidade da entidade.
A aeronave executiva, utilizada pelo dirigente para acompanhar 24 partidas em 16 dias nos Estados Unidos, Canadá e México, produziu cerca de 516 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e). Esse volume de emissões equivale à média anual de cerca de 78 pessoas, segundo dados da União Europeia.
A Fifa não confirmou o modelo da aeronave nem respondeu sobre a compensação das emissões. Em nota, a entidade declarou que o presidente “viaja regularmente, acompanhado dos funcionários necessários, em compromissos ligados aos negócios da Fifa e às competições” e que as viagens ocorrem em voos comerciais ou fretados, conforme a eficiência.
Especialistas criticaram o uso do jato particular. Um pesquisador da Universidade de Sussex afirmou que o episódio é “sintomático das falhas da Fifa em relação ao meio ambiente e à sustentabilidade”. Uma especialista da Federação Europeia para os Transportes e o Meio Ambiente comentou que jatos particulares são entre cinco e 14 vezes mais poluentes que voos comerciais.

