O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, foi alvo de forte reação de federações da África, Ásia e Caribe após declarar que os jogos de seleções desses continentes na Copa do Mundo de 2026 eram “completamente desinteressantes”. A fala gerou mobilização de países beneficiados pela expansão do torneio.
A declaração do dirigente europeu provocou resposta direta de entidades como Cabo Verde, Congo, Curaçao, Haiti, Jordânia e Uzbequistão. Em nota conjunta, essas federações apoiaram associações africanas, incluindo Argélia, Egito, Gana, Costa do Marfim, Marrocos, Senegal, África do Sul e Tunísia. As entidades afirmaram que “O futebol não pertence a um grupo seleto de nações. Sua força reside em sua universalidade”.
A manifestação defende o novo modelo adotado pela FIFA, que ampliou o torneio de 32 para 48 seleções. Para muitos países signatários, a expansão abriu acesso a seleções que historicamente enfrentavam dificuldades para participar de um Mundial. Curaçao, por exemplo, com cerca de 160 mil habitantes, disputa o torneio pela primeira vez, sendo a menor nação a alcançar a competição.
As federações argumentam que a participação em uma Copa do Mundo transcende o aspecto esportivo. O texto da nota destaca que, para muitos países, “participar de uma Copa do Mundo não é apenas uma conquista esportiva. É um momento que inspira uma geração, acelera o desenvolvimento do futebol e cria memórias para toda a vida”.

