O presidente do conselho fiscal da SAF do Vasco, Marco Schroeder, renunciou ao cargo em carta enviada à diretoria da companhia. A saída ocorre após o órgão fiscal ter participado de balanço que derrubou membros do conselho administrativo. Schroeder também levantou preocupações sobre a governança e a necessidade de transparência em eventuais revendas.
Schroeder, em sua carta, estabeleceu que a reconstrução financeira e de governança da Vasco da Gama SAF exige administradores legitimamente avaliados. Ele manifestou preocupação com a evolução da governança corporativa, afirmando que a companhia precisa superar práticas antigas. O executivo considerou fundamental a implementação de processos formais de compliance para diretores e membros dos conselhos, sugerindo também compromissos de quarentena para participação em negócios vinculados à SAF.
O presidente do conselho fiscal comentou sobre as conversas de revenda da SAF. Ele declarou não possuir informações para avaliar se a operação representa um bom ou mau negócio para o clube. No entanto, ponderou que “Transparência é elemento indispensável em negociações desta relevância”.
Schroeder reiterou a necessidade de a Vasco SAF desenvolver alternativas de financiamento e governança para garantir sua sustentabilidade. Ele registrou que o futebol brasileiro possui histórico de operações insuficientemente esclarecidas, e que não se pode contribuir para esse cenário sem clareza.

