O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o país é tratado como instrumento de negociação em disputas internacionais. Ele declarou que o Líbano não se beneficia de atores externos, como o grupo Hezbollah, e que a população local está esgotada com os efeitos dos conflitos.
Aoun, eleito pelo Parlamento em janeiro de 2025, disse que os interesses do Líbano não se alinham com os de grupos externos. O presidente reiterou que a continuidade da guerra não reflete a vontade dos libaneses, defendendo que a saída deve ocorrer por entendimentos diplomáticos.
Em declaração, Aoun afirmou: “O povo libanês está pagando o preço pelos seus interesses. Nossos interesses não se alinham com os seus. Este não é o seu país – é o nosso país.” Ele criticou uma posição atribuída à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que condicionava a retirada de Israel a um acordo mais amplo entre Estados Unidos e Irã.
O presidente também comentou com libaneses de diversas comunidades, incluindo xiitas, sobre o cansaço gerado pelo conflito. Ele questionou a sociedade israelense sobre a permanência do estado de conflito desde 1948, defendendo que soluções militares não trazem estabilidade duradoura. Aoun disse que o Líbano está disposto a negociar o fim das hostilidades, mas condicionou avanços à reciprocidade da outra parte.


