O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, busca construir um acordo com os demais ministros após suspender o julgamento sobre a censura de uma pesquisa Atlas/Bloomberg. A medida visa reduzir o desgaste gerado pela decisão liminar que vetou a divulgação do levantamento, que indicava queda de um candidato em segundo turno contra Lula (PT).
A suspensão do julgamento, motivada pelo pedido de vista da ministra Estela Aranha, permite que o presidente do TSE discuta as balizas que devem guiar os institutos de pesquisa nas eleições de 2026. A liminar, concedida monocraticamente, foi criticada por diversos setores políticos, inclusive por nomes da direita, que questionaram a postura do magistrado.
O levantamento censurado indicava que o candidato havia caído 6 pontos no cenário de segundo turno contra Lula (PT) após o caso “Dark Horse”. O presidente do TSE reforçou que o questionário teria sido estruturado para “induzir gravemente uma percepção negativa” nos entrevistados. A AtlasIntel, por sua vez, defendeu o rigor científico, alegando que a coleta de intenções de voto não reproduziu o áudio durante a aplicação do questionário.
Interlocutores do presidente do TSE afirmaram que nenhuma decisão será tomada pelo plenário antes de reuniões com representantes dos institutos, previstas para junho. A intenção é fixar um regramento objetivo para evitar novas medidas de controle sobre o conteúdo das pesquisas, que até agora eram raras.

