O relatório de 2026 da Previdência Social aponta uma obrigação não financiada de US$ 29,3 trilhões até 2100. O déficit, que representa a diferença entre os pagamentos e as receitas projetadas nos próximos 75 anos, exige medidas de ajuste.
A projeção de US$ 29,3 trilhões cresceu em relação ao ano anterior, devido a revisões atuariais sobre fertilidade e imigração. Para fins de comparação, a dívida federal totaliza cerca de US$ 39,3 trilhões. O relatório, assinado pelo Secretário do Tesouro e pelo Secretário de Saúde e Serviços Humanos, detalha opções para os legisladores.
Uma das soluções apresentadas é a redução de 25,2% nos benefícios programados para todos os beneficiários, o que restauraria a solvência em 75 anos. Alternativas incluem elevar a taxa de imposto sobre folha de pagamento de 12,40% para 16,65% ou aplicar um corte mais acentuado de 30,3% apenas para quem se tornar elegível a partir de 2026.
Os especialistas alertam que adiar a decisão até 2034 agravará o cenário, elevando o corte equivalente para 28,5%. Em janeiro de 2026, o sistema pagou US$ 1,630,3 bilhão, o que corresponde a cerca de 32% de todas as transferências governamentais para famílias.

