O governo dos Estados Unidos alertou criadores de conteúdo estrangeiros que acompanharão a Copa do Mundo de 2026 sobre a proibição de atividades remuneradas com visto de lazer. Autoridades migratórias afirmam que a monetização de vídeos e publicações patrocinadas pode ser enquadrada como trabalho, o que invalida a condição de turista.
A medida ocorre em meio à expectativa de grande fluxo de visitantes para o torneio mundial. Órgãos responsáveis pelo controle migratório entendem que qualquer forma de remuneração ligada à presença física no país, como publicidade ou acordos comerciais, configura atividade profissional. Assim, quem entra como turista e gera renda com conteúdo digital pode estar em desacordo com as regras de entrada.
Durante a Copa, a fiscalização em aeroportos e postos de fronteira deve ser ampliada para identificar visitantes que utilizam vistos de turismo para fins comerciais. As consequências do descumprimento da legislação migratória americana incluem cancelamento de visto, remoção do país e impedimento futuro de entrada.
Para profissionais, existe a alternativa de solicitar vistos específicos, como o O-1, destinado a pessoas com reconhecimento em áreas como entretenimento e artes. Especialistas apontam que a atividade dos influenciadores cresceu mais rápido que a atualização das normas migratórias.

