Profissionais de saúde no epicentro do surto de Ebola, em Mongbwalu, Congo, trabalham sob condições precárias e com pouca compensação financeira. O surto, da variante Bundibugyo, começou na área de mineração da província de Ituri e registrou 488 casos confirmados e 86 mortes até sexta-feira, 5 de junho de 2026.
O surto, que se espalhou silenciosamente, teve início na movimentada área de mineração de Mongbwalu. As condições de vida dos trabalhadores locais, em acampamentos superlotados, aumentam o risco de transmissão da doença, que se propaga pelo contato com fluidos corporais de pessoas doentes ou falecidas. Profissionais de saúde relatam que o trabalho é contínuo, com notificações de casos chegando até tarde da noite, e que a falta de ajuda de custo é uma preocupação constante.
As autoridades congolesas informaram que, na quinta-feira, o país registrou 71 novos casos, indicando “transmissão comunitária ativa”. A variante Bundibugyo não possui vacinas ou tratamentos aprovados, forçando os hospitais a focarem no tratamento sintomático com recursos mínimos. Organizações humanitárias apontam que houve uma deterioração do sistema de saúde, com falta de máscaras, luvas e medicamentos nos estágios iniciais.
Para combater a crise, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um plano de US$ 518 milhões. No entanto, os esforços são dificultados pelo conflito regional e pela rápida disseminação do vírus. Profissionais afirmam que o sacrifício de descanso e conforto exige reconhecimento e remuneração regular por parte do governo congolês.

