O promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, que investiga o crime organizado e a corrupção, foi alvo de um plano de assassinato do Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação, conduzida pelo Ministério Público, apura como a facção planejou o atentado e se cruzou com esquemas de vazamento de informações.
A trajetória do promotor envolveu investigações de grande repercussão, como o escândalo da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) em Campinas, onde desarticulou esquemas de fraudes em licitações. Ele também atuou contra redes de policiais civis ligados ao crime organizado no interior paulista.
A atuação do promotor colocou-o na mira de facções criminosas. Em 2013, ele recebeu ameaças de morte com fotos de familiares. Nos últimos anos, sua dedicação à Operação Linha Vermelha focou no braço financeiro do PCC, investigando movimentações de centenas de milhões de reais por meio de empresas de fachada.
Em 2025, o Ministério Público descobriu um plano da cúpula do PCC para assassinar o promotor. A Operação Pronta Resposta, deflagrada em agosto de 2025, confirmou que integrantes da facção monitoravam sua rotina. Atualmente, a Operação Infiltrados apura se agentes públicos compartilhavam dados sigilosos com o crime organizado.

