A segunda proposta de colaboração premiada apresentada por um ex-banqueiro previa o pagamento de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões a 18 fundos de previdência estaduais e municipais. As investigações da Polícia Federal apontam que o indivíduo captou cerca de R$ 4,4 bilhões de institutos de previdência.
O acordo de delação premiada, apresentado pela defesa do ex-banqueiro, foi rejeitado tanto pela Polícia Federal quanto pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Após duas semanas sem novas tratativas, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a transferência do detido da superintendência da Polícia Federal em Brasília para a unidade prisional Papudinha.
Na decisão, o ministro André Mendonça manteve a prisão preventiva do ex-banqueiro, alinhando-se aos pareceres da Polícia Federal e da PGR. As investigações indicam a existência de movimentações financeiras recentes compatíveis com estratégias de ocultação, blindagem e deslocamento patrimonial.
O ex-banqueiro permanecia custodiado na sede da PF em Brasília desde março, durante a terceira fase da Operação Compliance. Com o encerramento formal das negociações em 10 de junho, o ministro do STF, relator do Caso Master, considerou a transferência como a medida mais adequada para preservar a segurança do preso.

