A adoção de instrumentos financeiros voltados à prevenção de desastres naturais pode reduzir custos para governos e ampliar a capacidade de resposta a eventos extremos no Brasil. Segundo Eneile Guimarães, CFO e cofundadora da BControlTech, mecanismos como seguros e fundos de risco preparam o país para crises climáticas.
A principal vantagem de estruturar mecanismos financeiros preventivos é a possibilidade de transferir riscos antes que a tragédia ocorra, o que, segundo a executiva, custa menos no sistema financeiro do que a ação corretiva. A combinação de fundos específicos e resseguros permite que empresas e governos enfrentem situações extremas com maior preparo.
A ausência desses instrumentos pressiona as contas públicas, pois, em emergências, os governos precisam remanejar verbas destinadas a outras áreas para financiar a reconstrução ou apoiar a população afetada. A executiva apontou que países como Estados Unidos e na Europa já consolidam essa cultura de prevenção financeira.
O mercado de capitais pode auxiliar nesse processo por meio dos Cat Bonds, títulos de dívida vinculados a riscos de catástrofes naturais. Esses títulos oferecem rentabilidade aos investidores e criam uma fonte adicional de recursos para lidar com eventos extremos.

