A Fictor Alimentos, principal operação do Grupo Fictor, é a peça central na reestruturação financeira do conglomerado. O grupo enfrenta um passivo concursal de R$ 4,3 bilhões, envolvendo 13 mil credores. A viabilidade da recuperação depende da expansão da divisão de alimentos e sua plena capacidade operacional.
O plano de recuperação judicial, protocolado na Justiça na quarta-feira (24), estabelece que a plena operacionalização da Divisão Alimentos deve ocorrer a partir de 2028. A estratégia concentra a aposta na operação de proteína animal, que atua integrada na cadeia de aves e suínos, abrangendo produção, industrialização, distribuição e logística.
De acordo com o parecer técnico, o crescimento das receitas projetadas se concentra a partir de 2028, quando a operação atingirá o nível ideal de produção. Para sustentar o plano, a companhia prevê reestruturação de passivo, captação de recursos, venda de ativos e possível constituição de UPIs. A empresa possui cinco unidades industriais em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, empregando mais de 3,3 mil trabalhadores diretamente.
A Fictor Alimentos representa cerca de 70% da receita do grupo, que faturou R$ 3,5 bilhões em 2024. A companhia também anunciou a aquisição de uma unidade da Mellore Alimentos, que está em recuperação judicial, nos últimos anos.

