Protestos eclodiram na cidade de Nanyuki, Quênia, após a polícia atirar em uma multidão que se mobilizava contra a construção de um centro de quarentena de Ebola destinado exclusivamente a cidadãos dos Estados Unidos. Um manifestante morreu no confronto, segundo a imprensa internacional. A tensão aumentou após a revelação do projeto, que gerou forte resistência local.
A manifestação ocorreu em Nanyuki, onde a polícia queniana utilizou gás lacrimogêneo e veículos blindados para dispersar a multidão. O centro de quarentena, proposto pela administração dos EUA, foi inicialmente revelado a veículos de comunicação americanos em maio, sem que os moradores locais fossem informados.
Apesar de uma ordem judicial em Quênia para paralisar a obra, aeronaves militares dos EUA continuam a transportar pessoal e equipamentos para a instalação. O presidente queniano, William Ruto, afirmou em coletiva de imprensa que o trabalho prossegue, declarando que a estrutura é de interesse de todos e que recusar o pedido americano seria ‘muito desumano’.
Os manifestantes expressam ceticismo sobre os benefícios do centro, alegando que ele não trará vantagens para a comunidade local. A situação ocorre em um contexto de críticas aos cortes de programas de saúde quenianos por parte da administração dos EUA, o que analistas apontam como um fator de crise alimentar.

