Uma psicóloga do interior de São Paulo incorporou cinzas de seu gato em tinta de tatuagem para manter a lembrança do animal falecido. O procedimento, realizado em Campinas, foi sugerido por um tatuador amigo da profissional, que explicou a técnica como uma forma simbólica de carregar o companheiro na pele.
A profissional realizou a tatuagem na última terça-feira (23). O tatuador, Donnie Garcia, afirmou que a ideia visa “carregar o bichinho na pele pro restante da vida”. Segundo ele, a utilização de cinzas para produzir pigmentos é uma técnica antiga, embora pouco conhecida.
Garcia orientou que o primeiro passo para o procedimento é garantir que as cinzas estejam estéreis, sendo possível obtê-las no crematório. Ele detalhou que, durante a aplicação, uma porção mínima do pó é adicionada ao recipiente da tinta, pois o material não se dilui facilmente. O profissional ressaltou que existem empresas no exterior especializadas nesse processo.
O tatuador alertou que não há garantia de permanência das cinzas na pele, devido à ação dos macrófagos, células do sistema imunológico. Contudo, Garcia garantiu que não há risco de contaminação da tinta se os padrões rígidos de higiene forem seguidos durante a cremação e o empacotamento.

