O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira, dia 4 de junho de 2026, que o país está disposto a fechar um acordo de paz com a Ucrânia por meios diplomáticos. Moscou aceita cumprir entendimentos discutidos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em agosto de 2025, no Alasca.
Putin não detalhou os termos do acordo, mas manteve a exigência de que Kiev entregue à Rússia as áreas de Donbass ainda sob controle ucraniano. Moscou reivindica o controle integral das regiões de Donetsk e Luhansk. Em encontro com jornalistas, realizado em São Petersburgo, Putin disse que as tropas russas avançam diariamente, controlando 100% de Luhansk, mais de 85% de Donetsk e 80% de Zaporíjia.
As negociações mediadas pelos Estados Unidos estão paralisadas devido às divergências sobre o controle territorial. O governo ucraniano rejeita a concessão e defende garantias de segurança para evitar novos ataques. No mesmo dia, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, propôs uma reunião direta com o líder russo, defendendo um cessar-fogo integral antes das conversas.
Putin também comentou sobre o míssil balístico hipersônico Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares com alcance superior a 5.000 km. Ele declarou que os lançamentos contra a Ucrânia serviram para testar a arma e não representaram uso pleno em combate.


