O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que não descarta a possibilidade de assinar um acordo de paz com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, caso haja acordo. Putin afirmou estar disposto a negociar uma saída para a guerra, mas Moscou exige concessões políticas e territoriais de Kiev.
Putin declarou a jornalistas estrangeiros em São Petersburgo que, se um acordo de paz for alcançado, a Rússia assinaria com representantes legítimos da Ucrânia, podendo incluir o presidente ucraniano. O líder russo havia afirmado anteriormente que Zelenskiy não seria um líder legítimo por permanecer no cargo após o fim de seu mandato eleito.
Em resposta, o presidente ucraniano propôs um encontro presencial com Putin, enviando uma carta aberta ao líder russo e declarando estar pronto para um cessar-fogo total. O Kremlin, por sua vez, informou que Zelenskiy pode se encontrar com Putin em Moscou a qualquer momento. Moscou exige, contudo, uma retirada completa da região de Donetsk, parte do Donbass, o que o governo ucraniano recusa, considerando as condições uma capitulação.
No campo de batalha, os combates prosseguem. Apesar de um recuo das Forças russas, que permitiu à Ucrânia recuperar cerca de 282 km² em maio, militares russos permanecem infiltrados em áreas recuperadas. Putin também mencionou o reforço do sistema de defesa antiaérea e não descartou ampliar o uso do míssil balístico hipersônico russo Oreshnik.


