Quase 40% dos policiais militares do Rio de Janeiro utilizam medicamentos psicotrópicos para tratar condições como ansiedade, depressão e insônia, revelou um estudo do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A pesquisa, que ouviu 2.688 militares, investigou os impactos da síndrome de burnout na corporação.
O levantamento, realizado entre setembro de 2025 e junho de 2026, constatou que 39,7% dos entrevistados fazem uso de psicofármacos. Desses, 15,2% relataram consumo contínuo por mais de três anos. Os ansiolíticos figuram como os mais utilizados pelos militares entrevistados.
O Clonazepam lidera a lista de medicamentos citados, com 22,2% das menções. Em seguida, aparecem Alprazolam, com 16,3%, e Diazepam, com 9,6%. Entre os antidepressivos, o cloridrato de fluoxetina foi citado por 14,5% dos participantes.
Os pesquisadores identificaram sinais de sofrimento psicológico e dependência. Entre os usuários, 22,1% disseram sentir sintomas de abstinência ao tentar parar o tratamento. Outros 16,5% afirmaram sentir culpa pelo consumo, segundo o estudo.

