A rã-touro, espécie de anfíbio classificada como invasora e perigosa, está sendo monitorada em Florianópolis, Santa Catarina. O acompanhamento visa mitigar os impactos ambientais causados pelo animal na fauna nativa brasileira, que é ameaçada pela predadora.
O monitoramento é realizado pela Prefeitura de Florianópolis e pelo Laboratório de Ecologia de Anfíbios e Répteis (LEAR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A espécie, cujo nome científico é Aquarana catesbeiana, possui grande porte, podendo atingir mais de 20 centímetros e pesar até 680 gramas, segundo a National Geographic. Os indivíduos são predadores de peixes, anfíbios, répteis e mamíferos de pequeno porte.
A rã-touro, originária da América do Norte, foi introduzida no Brasil para criação em ranários em 1935. Por escape ou soltura, ela se dispersou e estabeleceu populações naturais, tornando-se invasora. Em 2025, a espécie foi registrada pela primeira vez em Florianópolis.
Para auxiliar no controle, o LEAR solicita que a população relate avistamentos. O material deve ser enviado à Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (FLORAM), contendo fotos, coordenadas e data do registro. A vocalização característica do macho, que se assemelha ao mugido de um touro, ajuda na identificação da espécie.

