A Raízen firmou um acordo de recuperação extrajudicial com seus credores, reestruturando cerca de R$ 65 bilhões em dívidas. O pacto, considerado o maior do país, envolve 19 instituições financeiras e 80 bondholders, e foi submetido à Justiça.
O acordo prevê a conversão de 45% do passivo da companhia em ações, enquanto os 55% restantes serão renegociados como nova dívida. A empresa, que é uma joint venture entre Cosan e Shell, protocolou o pedido de recuperação extrajudicial em março, após enfrentar dificuldades ligadas a apostas em etanol e combustível de aviação, além de juros elevados e safras abaixo do esperado.
A reestruturação inclui a separação do negócio de processamento de cana-de-açúcar da unidade de distribuição de combustíveis, com prazo final estabelecido para o fim de 2027. O diretor financeiro Lorival Luz assumirá novas responsabilidades como diretor de reestruturação.
A companhia buscava apoio dos credores para evitar a recuperação judicial, enfrentando um prazo legal de 8 de junho. A empresa espera um adendo ao plano na segunda-feira, visando atingir mais de 80% de adesão. O conselho de administração será mantido até o primeiro trimestre do próximo ano.


