A Raízen reportou prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26, quase três vezes o resultado negativo do período anterior. A companhia divulgou o relatório financeiro nesta segunda-feira (29) e apontou que o resultado reflete o aumento das despesas financeiras e provisões não recorrentes.
O Ebitda ajustado da empresa foi de R$ 2,8 bilhões, indicando alta de 46% na comparação anual. Contudo, a dívida líquida saltou para R$ 58,2 bilhões no trimestre, um crescimento de 69,9% em relação ao mesmo período da safra anterior. A receita líquida, por sua vez, recuou 11,1%, totalizando R$ 51,3 bilhões.
A administração da Raízen afirmou que houve avanços na reestruturação, apesar do prejuízo. A companhia reduziu custos e despesas em cerca de R$ 1 bilhão e diminuiu o capex em R$ 3,3 bilhões. A readequação do portfólio deve gerar um impacto positivo estimado de R$ 12 bilhões, sendo 40% já capturado e 60% dependente da venda de ativos na Argentina.
O plano de recuperação extrajudicial conta com o apoio de mais de 80% dos grupos de credores. Entre as medidas, destacam-se o aumento de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell e a conversão de 45% dos créditos reestruturados em participação acionária, visando reduzir a alavancagem da companhia.

