O alto endividamento das famílias brasileiras e o reajuste de 383,5% em planos de saúde coletivos entre 2015 e 2025 forçam os consumidores a buscar opções mais acessíveis. A pressão orçamentária leva ao aumento de buscas em plataformas digitais que comparam custos e benefícios.
Com 49,8% das famílias endividadas e inadimplência de 7,2% em abril, o orçamento familiar limita a absorção dos aumentos das operadoras. Esse descolamento entre custo e renda motivou um salto nas simulações de planos em plataformas digitais, que cresceram 2.200% entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
A executiva da plataforma, Adriana Mello, esclareceu que a comparação de preços deve considerar a ‘cobertura equivalente’, termo regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ela afirmou que essa equivalência se refere ao tipo de internação e região, e não a uma rede credenciada idêntica. Mello detalhou que o sistema utiliza algoritmo para cruzar dados e encontrar custo-benefício, mas os preços são tabelados.
O segmento de Microempreendedores Individuais (MEIs) também enfrenta alta. Em 2025, planos coletivos para até 30 vidas tiveram reajuste médio de 14,81%, mais que o dobro do teto de 6,06% dos contratos individuais. A executiva comentou que a necessidade de comparação de opções é uma demanda estrutural do mercado, independentemente das oscilações do emprego formal.

