A pressão exercida nas redes sociais pelo fim da escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho por um de folga, atingiu o Congresso Nacional. Um levantamento da 2L Digital registrou mais de 220 mil publicações sobre o tema entre março e maio, indicando que a cobrança pública foi relevante para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara dos Deputados.
Os dados coletados em plataformas como X, Instagram e TikTok revelaram que 68% das publicações possuíam tom negativo, visando parlamentares que defendiam a manutenção da jornada atual. A maior parte das críticas foi direcionada ao Legislativo, visto como obstáculo ao avanço da pauta pelos trabalhadores.
A PEC, que foi aprovada na Câmara em 27 de maio, estabelece a redução da jornada de 44 horas semanais para 42 horas em 60 dias, e para 40 horas em 2027, criando a escala 5×2 sem alteração salarial. O estudo apontou que o engajamento digital cresceu em abril, atingindo um pico em 20 e 21 de maio, datas ligadas à tramitação da proposta.
Leonardo Lima, chefe da 2L Digital, afirmou que a pressão digital ajudou a transformar o tema em “custo político real”. Ele comentou que, embora a aprovação não dependa apenas da mobilização online, a cobrança pública sustentada tirou o assunto da esfera sindical e o colocou no debate cotidiano do brasileiro comum. O estudo também registrou a retirada de assinaturas de sete deputados federais baianos após repercussão negativa nas redes.


