O Relatório dos Fideicomissários do Seguro Social de 2026, assinado por Robert F. Kennedy Jr., indica que cortes de 25,2% nos benefícios programados seriam necessários para equilibrar o programa a longo prazo. No entanto, análises apontam que a decisão de solicitar o benefício mais cedo gera um custo permanente maior para o aposentado.
O documento aponta que, se o Congresso não implementar outras mudanças, uma redução geral de 25,2% nos benefícios fecharia o déficit do programa. Para um benefício mensal de US$ 2.000, esse corte representaria uma perda de aproximadamente US$ 504 mensais, ou cerca de US$ 6.048 anuais. A imprensa internacional aponta que essa projeção é hipotética, pois legisladores tendem a evitar cortes únicos.
A trajetória mais provável envolve um pacote de medidas, como o aumento gradual dos impostos sobre a folha de pagamento, de 12,4% para perto de 15,9% até meados da década de 2030, e ajustes modestos nos benefícios. Para quem já recebe, o reajuste anual pelo custo de vida é o fator mais relevante para o valor do cheque.
Em relação ao momento de solicitação, a matemática permanece constante: adiar o pedido após a idade de aposentadoria integral aumenta o benefício mensal em 8% por ano, até os 70 anos. A diferença entre solicitar aos 62 e aos 70 anos pode chegar a US$ 1.300 por mês, um valor que supera cenários de redução parcial propostos pelo Congresso.

