Um relatório da Polícia Federal descreve as estratégias de aliados de Daniel Vorcaro para despistar investigações. O grupo, que incluía policiais federais aposentados e hackers, utilizava reuniões secretas, carros de luxo e jogos do Atlético Mineiro para sua rotina.
A investigação revelou a existência de duas fações criminosas. “A Turma”, composta por policiais, era liderada por Marilson Roseno, que coordenava atos de coação e roubo de dados sigilosos. Já “Os Meninos”, formado por especialistas em tecnologia, era coordenado por David Henrique Alves, responsável por invasões cibernéticas e derrubada de contas de rivais.
A rotina do grupo envolvia encontros sigilosos. Em março de 2026, Marilson Roseno convidou Sebastião Monteiro para um jogo do Atlético Mineiro. Câmeras de segurança registraram o encontro entre os dois em área de lazer do prédio, onde conversaram por 1 hora e 10 minutos.
Para dificultar as interceptações policiais, o grupo empregava celulares estrangeiros. Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, utilizava um aparelho registrado na Colômbia, enquanto Sebastião Monteiro usava um aparelho dos Estados Unidos para falar com Marilson Roseno. As lideranças orientavam o apagamento constante de mensagens.

