Um relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalhou que o ex-presidente apresentou quadros de soluços com recorrência acima da média nos últimos sete dias. O monitoramento clínico ocorre sob determinação judicial, enquanto ele cumpre prisão domiciliar após condenação por suposta tentativa de golpe de Estado.
A equipe médica acompanha o quadro clínico do ex-mandatário, que segue sob cuidados intensivos. Os profissionais mantêm o paciente com doses elevadas de medicações específicas e uma dieta rigorosa, com baixo teor de acidez, para controlar os episódios. O boletim médico informou que a pressão arterial está controlada, mas o ex-presidente apresenta instabilidade crônica do equilíbrio corporal, o que exige medidas preventivas contra quedas.
O ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão pela 1ª Turma do STF, iniciou o cumprimento da pena em batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal. Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar provisória, estabelecendo regras estritas, como o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e a proibição de acesso a redes sociais.
Em paralelo, a Lei da Dosimetria, promulgada em maio pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, prevê a redução de penas para condenados por atos de 8 de janeiro de 2023. Contudo, a Advocacia-Geral da União questionou a medida, e o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação da nova legislação até análise do plenário do STF.


