O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos registrou a maior taxa acumulada desde 2023, elevando os rendimentos de títulos americanos. Esse cenário de juros elevados impulsiona a renda fixa global, que paga como poucas vezes na história, segundo analistas.
A alta da inflação nos EUA reforça o ciclo de juros altos, considerado o novo normal pós-pandemia. Sara Paixão, analista de macroeconomia da InvestSmart XP, afirmou que o mercado já precifica mais dois aumentos de juros ao longo de 2026. Por outro lado, o Banco Central Europeu deve elevar os juros na zona do euro nesta quinta-feira (11), e o Japão deve promover mais aperto monetário na próxima semana.
Caio Zylbersztajn, sócio da Nord Investimentos, prefere o risco soberano americano, citando o dólar como contraponto a movimentos cíclicos globais. Shinichiro Fukui, gestor da Stratton Capital, aponta os EUA como porto menos exposto à inflação, devido ao fluxo de investimento estrangeiro e à produção de petróleo.
Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, sugere privilegiar mercados desenvolvidos além dos EUA, como os europeus. Paulo Monteiro, da Gravus Capital, recomenda diversificar em dívida de mercados emergentes e crédito corporativo global, acessando por veículos líquidos como ETFs.

