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Ciência e Saúde

Reprodução sexuada impulsiona biodiversidade animal da Terra

Carla Fernandes
Última atualização: 9 de junho de 2026 14:33
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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Pesquisadores analisaram fósseis de 574 milhões de anos, encontrados em Newfoundland, e concluíram que a baixa taxa de reprodução sexuada nos primeiros animais manteve a biodiversidade estável até o período Cambriano. O estudo, publicado em revista científica, aponta que o estresse ambiental desencadeou a mudança evolutiva.

A evolução gerou a diversidade de vida no planeta, mas os organismos mais antigos eram simples. Os animais conhecidos datam de cerca de 635 milhões de anos, durante o Período Ediacarano. Segundo Emily Mitchell, paleozoóloga da University of Cambridge, a necessidade de reprodução sexuada era limitada na época, pois havia pouca competição.

Mitchell e sua colega Andrea Manica combinaram análise espacial, escaneamento a laser e aprendizado de máquina para estudar fósseis. Eles usaram a espécie Fractofusus como exemplo. Este organismo, semelhante a uma samambaia, absorvia nutrientes da água e se reproduzia por clones, o que reduzia a disputa por recursos entre os indivíduos.

Os cientistas modelaram o comportamento dos animais ediacarianos. Eles acreditam que a tranquilidade desse período mudou quando as espécies migraram para águas mais rasas. Ali, os animais enfrentaram novos estressores, como variações de temperatura e tempestades, o que levou ao aumento da reprodução sexuada.

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TAGGED:BiodiversidadecambrianoediacaranevoluçãopaleontologiaReprodução
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